O ano de 2026 será marcado pelas eleições para a reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Além disso, discussões sobre permanência estudantil, qualidade do ensino e representação discente atravessam novamente o cotidiano universitário. Nesse cenário, centros acadêmicos, coletivos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) continuam presentes em debates e reivindicações ligados às condições estruturais da universidade e à participação dos estudantes nas decisões institucionais. Embora façam parte da história da universidade há décadas, essas organizações ainda enfrentam baixa participação estudantil, desconhecimento sobre os espaços políticos e estigmas relacionados ao próprio movimento estudantil.
As organizações políticas universitárias são compostas por estudantes que atuam na defesa de interesses coletivos dentro da instituição. Entre elas estão os centros acadêmicos (CA), responsáveis pela representação dos cursos de graduação; o Diretório Central dos Estudantes (DCE), órgão máximo de representação discente; e os coletivos estudantis, grupos organizados de maneira mais horizontal em torno de pautas políticas e sociais específicas. Além da promoção de eventos, recepção de calouros e integração entre os estudantes, esses espaços também participam de conselhos universitários, acompanham decisões administrativas e realizam cobranças relacionadas à permanência estudantil, estrutura universitária e qualidade acadêmica. Na prática, a atuação organizada dos estudantes tem contribuído historicamente para pautar demandas importantes dentro da universidade pública. Internamente, organizações estudantis participaram de mobilizações relacionadas à reabertura do Restaurante Universitário nas três refeições, à preservação da UEM TV e à contratação de professores efetivos.
Para a professora e coordenadora do curso de Comunicação e Multimeios (CMM), Graça Rossetto, a participação estudantil nos espaços institucionais é fundamental para que os alunos tenham voz nas decisões tomadas dentro da universidade. “É a vida deles que está sendo decidida”, resume. Apesar disso, ela percebe um distanciamento crescente dos estudantes em relação aos conselhos e reuniões universitárias, um movimento intensificado após a pandemia e pela perda do convívio coletivo dentro do campus.
