O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Universitário (HUM) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está completando 30 anos. Apesar disso, o serviço ainda enfrenta dificuldades em alcançar novas doadoras de forma contínua. Para que as mulheres não precisem se deslocar ao hospital, o serviço de doação pode ser realizado na própria residência das voluntárias. São exigidos três exames para a doação ocorrer: o teste de HIV; VDRL, com a finalidade de rastrear sífilis; e hepatite. Quando a doadora é considerada apta, uma equipe realiza a visita domiciliar para entregar um kit contendo frascos de vidro esterilizados, touca e máscara, além de ensinar o passo a passo da ordenha e do armazenamento correto.
Para garantir que essa nutrição chegue de forma segura às incubadoras, a enfermeira e coordenadora do BLH, Christyna Beatriz Genovez Tavares, afirma que o banco realiza uma rigorosa análise do produto. “O leite cru não é oferecido diretamente aos bebês, eles passam por análises físico-químicas e sensoriais”. O leite aprovado segue para a pasteurização, aquecido a 62,5 °C por 30 minutos, eliminando bactérias e vírus sem retirar os nutrientes essenciais. Todo esse ciclo, da coleta à liberação, dura em média 15 dias.
Com esse rigor laboratorial, o leite processado ganha controle de qualidade e segurança sanitária, salvando vidas não apenas nas dependências do HUM, mas abastecendo uma ampla rede regional. A liberação do alimento, no entanto, é feita apenas com a apresentação de receita emitida por um médico ou nutricionista. O BLH fornece prioritariamente para as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais e outras alas do próprio HUM que eventualmente precisem. Além disso, ainda atende às unidades neonatais da Santa Casa de Maringá e de Paranavaí, do Hospital Bom Samaritano, do Hospital Paraná, e do recém-conveniado Hospital Memorial. Caso haja leite disponível nos estoques, crianças que já estão em casa também podem ser beneficiadas, desde que se enquadrem nos critérios e apresentem a devida prescrição profissional.
